26/08/2014 --- A parceria que deu certo


Modelo i6 incentiva negócios de empresa baiana

Com a compra de novos Irizar i6, a operadora Santana e São Paulo passou a oferecer um diferencial no mercado como forma de combater o transporte clandestino intermunicipal e atrair mais passageiros para suas linhas

Desde que colocou em circulação os ônibus modelo Irizar i6 no serviço de fretamento e turismo que presta na Bahia, a operadora Empresas de transporte Santana e São Paulo tem visto crescer a demanda de passageiros em suas linhas. “Tivemos um resultado positivo, sentimos uma demanda maior e até uma curiosidade por parte dos usuários por ser um carro com um design diferente, mais moderno, que aliado ao novo projeto visual chama a atenção dos passageiros”, declara Décio Barros, sócio-diretor da transportadora.

A Santana e São Paulo, sediada em Salvador, faz cerca de 320 horários de partidas por dia nas linhas intermunicipais que opera no estado baiano, sendo a mais importante a que liga a capital baiana a Feira de Santana, com 120 horários diários. Na opinião de Barros, o mercado tem sido prejudicado pelo transporte clandestino, agravado pela falta de fiscalização do governo, o que tem afetado o crescimento dos negócios nessa área. Para combater esse transporte irregular a empresa procura oferecer um serviço de melhor qualidade e passou a trabalhar com os veículos Irizar i6 para ter um diferencial que a destaque no mercado. Ele aguarda agora a conclusão do processo de renovação das concessões das linhas intermunicipais da Bahia, o que deverá acontecer até setembro próximo, para definir eventuais planos de expansão.

No serviço de fretamento, até no período da Copa do Mundo, para o qual não estava previsto atendimento, a empresa começou a receber solicitações, inclusive das famílias de jogadores europeus e da imprensa espanhola em Salvador para realizar o transporte do aeroporto para os hotéis e para o estádio. “Só em ver que nosso ônibus era um Irizar i6 eles já se identificaram com o modelo, aprovaram de imediato porque também são espanhóis e conhecem a qualidade dos veí-culos da marca”, relata Barros, acrescentando que como feedback a empresa foi muito elogiada graças ao serviço que presta, mas também pelos veículos usados. “Hoje sou fã dessa carroceria, introduzimos melhorias, como sistema wi-fi nos carros, mas o que atrai é o visual e o conforto do equipamento e é o que tem feito o nosso marketing”, elogia.

Atualmente toda a frota de fretamento e turismo da Santana e São Paulo, com cerca de 25 ônibus, é composta por veículos Irizar i6. A operadora atende ao polo petroquímico de Camaçari e a uma empresa química da região de Caieiras. Também para este segmento de fretamento contínuo o diretor aposta que os novos carros colocam a empresa em outro patamar, como um prestador de serviço diferenciado.

“Compramos nosso primeiro Irizar em 2001, um Century, que já era um produto diferenciado, mas o i6 é algo realmente novo no mercado. Desde o ano passado só temos comprado esse modelo de ônibus para a empresa, tanto para o serviço de fretamento quanto para as linhas intermunicipais”, relata Barros. No ano passado a empresa adquiriu 23 ônibus i6, este ano já comprou oito e planeja investir em mais cerca de 30 unidades em 2015, para renovação e expansão da frota que hoje soma 150 veículos, com idade média de cinco anos e meio.

Barros aposta no aquecimento do mercado de fretamento e turismo ainda este ano porque é um segmento que foi impulsionado com a Copa do Mundo e pelos novos ônibus que viraram um chamariz para conquistar novos clientes. “Os estrangeiros que estiveram aqui ficaram encantados e avaliaram positivamente a cidade, acho que o crescimento turístico vai ser grande nos próximos meses”, avalia. O turismo e o fretamento juntos têm participação de 20% dos negócios da empresa e o restante cabe às linhas intermunicipais.

HISTÓRIA – Décio Barros, que também é presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Estado da Bahia (Sintran), conta que o controle da Santana e São Paulo foi adquirido em 1985, mas a empresa já tem cerca de 63 anos de atividade. Foi fundada por Pedro Falcão, mas após a sua morte os herdeiros administraram por um tempo a empresa e depois decidiram vendê-la.

Fonte: REVISTA TECHNIBUS – ANO 23 – NR. 113 – EDITORA OTM

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